Pois é, levam-se anos até conseguir amigos dispostos a rastejar em uma masmorra com você. E mesmo depois de conseguir se juntar a uma turma legal, podem se passar semanas entre uma aventura e outra. Paciência é o segredo para a continuidade.
E diversão, claro.
Passaram se muitos dias desde a última aventura, mas vamos com mais um resumo de um domingo cheio de monstros e heróis, na plataforma do RPG Quest 2.
Sigam-me os bons!
Heróis utilizados nesta aventura:
Findvhil Greenwood
Meia-légua
Logan.
Uma sala aberta e outra trancada, entramos na aberta primeiro e monstros podiam ser vistos a espreita, e monstros também nos viram. Fiquei um pouco atrás para observar o movimento das criaturas, a aventureira mais jovem, Logan, saltou na frente, como quem vê algo irresistível diante de seus olhos. Golpes foram trocados e o primeiro orc caiu. A segunda guerreira, Meia-Légua, chegou logo após e abateu outro orc. Atravessei o portal e liquidei a última fera que se encontrava ao fundo da sala. Nada de útil foi encontrado nesta sala que parecia mais uma sala de leitura, havia uma estante com livros que pareciam ensinar alguma magia, mas como não tínhamos nenhum mago no grupo, não perdemos tempo ali. Havia ainda uma terceira sala que só percebemos quando saímos da primeira, abrimos a porta devagar apenas para dar de cara com dois Orcs muito feios. Logan tomou a dianteira novamente, seguida de perto por Meia-légua, eu fiquei para trás examinado os corpos e esqueletos, afinal ser aventureiro custa caro. Logan saiu ferida do confronto e Meia-légua também não escapou ilesa, mas às duas acharam uma chave, a chave da sala que estava trancada. Logan foi impetuosa novamente e adentrou a sala de uma vez. Três Orcs estavam lá, além de um Troll e uma bacia de água enorme. Eu havia ficado para trás, quando vi meia-légua correndo de volta pelo corredor, já empunhei minha fiel espada esperando pelo pior. E o pior veio. Veio no encalço de Logan que estava correndo e disparando flechas como se sua vida dependesse disso, e de fato dependia. Com sangue escorrendo pela cabeça e ombro, Logan trouxe a batalha ao nosso encontro. Meia-légua e eu cuidamos dos monstros enquanto Logan tentava estancar o sangue. Por sorte eu não me feri, Meia-légua se machucou um pouco mais, mas nada grave, porém Logan mal se aguentava em pé. Após descansar um pouco, a jovenzinha decidiu avançar mais e recusou recuar.
Logan avançou conosco, amparada por mim e Meia-légua, a sala da qual escaparam por pouco do ataque dos monstros continha uma enorme bacia de água, água com um brilho Azul misterioso, um tom mágico certamente. Nós ficamos na dúvida sobre o que fazer com essa água. Eu toquei a água, mas nada aconteceu. Logan se encosta na parede aguardando para ver o que acontece. Meia-Légua se aproxima da bacia de água. “Bebe um pouco “ eu disse ironizando.
E contrariando o bom senso, Meia-Légua bebe um pouco dessa água. No mesmo instante os ferimentos de Meia-Légua se curaram. Surpreso e sem perder tempo, levei Logan até a fonte fazendo-a beber um pouco da água. Não foi o suficiente para curar completamente a Logan, mas amenizou bastante a dor que a garota sentia. Agora com mais calma, meu grupo voltou a vasculhar as salas anteriores para se certificar que nada ficou para trás, nem mesmo um inimigo escondido. Encontramos uma chave vermelha e decidimos levar conosco, qualquer aventureiro sabe que chaves em masmorras não podem ser ignoradas. Avançamos por um longo corredor mal iluminado, podíamos ver o chão cinza de pedra fria. Mais dois Orcs abatidos, eles estavam guardando uma porta, uma porta com a fechadura vermelha. Atrás da porta podia se ouvir os passos, as armas arrastando pelo chão, e o inconfundível fedor de orc. Eram pelo menos 4. Olhei para Logan, ela estava pálida, mas acenou com a cabeça de forma convicta. Me posicionei a frente, Meia-légua a esquerda e Logan atrás. Abri a porta e parti pra cima do primeiro orc golpeando sem pena. De relance vi que haviam 5 ao todo. Meia-légua atacou outro. Logan estava logo… a frente. Logan pulou na frente da batalha novamente, entrou em combate com um orc e começou a vencê-lo , mas os outros dois se aproveitaram desse momento para golpeá-la. Acertaram ela algumas vezes antes que caísse sem vida. Não tive tempo de ajudar, ninguém teve. E também não tínhamos tempo para lamentar. Com algum esforço, vencemos os inimigos, mas perdemos uma amiga. Meia-légua se feriu, eu me feri, mas nossos corações estavam despedaçados. Ao fundo da sala ouvimos mais sons, sons metálicos. A porta que não tínhamos notado se abriu e um mago vermelho, cujo rosto estava em alguns cartazes de procurado, surgiu ladeado por mais quatro orcs, ele olhou para a sala e nós olhamos para ele por alguns segundos de bruto silêncio, entrecortado pela respiração dos Orcs e o som de uma fornalha à pleno funcionamento. “Ora ora, finalmente o rei se importou mais com a cidade de que com a sua preciosa festa, mas agora é tarde demais para fazer alguma coisa.” O mago continuou a falar coisas sobre destruir a cidade, mas tudo que eu conseguia era pensar em formas de trazer Logan de volta a vida. Meia-légua olhava aterrorizada para o mago. Eu finalmente percebi que, para sair dali e ir em busca de uma forma de reviver Logan, precisaria cortar a cabeça daquele mago, Frederick, se não ouvi errado. Tarefa fácil, não seria o primeiro mago enlouquecido que morreria por minhas mãos.Eu me levantei e olhei direto para a figura, um sujeito magricela com quatro capangas musculosos e uma fornalha enorme atrás deles. Então a fornalha deu um passo e o chão tremeu. Deu outro passo e quase nem percebi quando os orcs estavam quase em cima de mim. Meia-légua disparava nos Orcs fortalecidos com magia, fazendo os prestarem atenção nela. Um cheiro doce encheu o ar, olhei rapidamente para o mago e vi os gestos, era uma magia de sono. Não deu tempo de pedir para meia légua atacar o mago, ela adormeceu antes. Dois Orcs atravessaram seu peito com as espadas enferrujadas e eu cai num escuro e profundo sono, vitima da magia do mago. Despertei com uma dor enorme no ombro, Meia-légua estava no meio de uma poça de seu próprio sangue. Um dos Orcs errou o golpe e por pouco mantive a cabeça sobre os ombros. O Golem de metal que parecia uma fornalha gigante estava perto demais. Me afastei alguns metros e lancei pedras enfeitiçados, elas perfuraram o couro de um dos Orcs com sucesso. Recuei mais alguns metros, pronto para lançar minhas pedras de novo. Mas o cheiro doce me pegou novamente, ouvi o mago rindo e o golem se aproximando e tudo escureceu."


Batalha difícil essa! Lutaram com bravura. Pena que Frederick estava preparado pra arrebentar tudo pela frente.
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