quarta-feira, 25 de março de 2020

Resgate de Documentos


Mouse Guard

Missão: Resgate de Documentos

Equipe:
Líder de Patrulha: Finneas
Patas-macias: Rhozalyn
Patas-macias: Lina

Diário do Líder de Patrulha:

Eu, Finneas, estava em minha casa na cidade de LockHaven conversando com minha mãe. Ela assava seus famosos bolos de aveia enquanto eu recontava, sem entrar nos detalhes perigosos, sobre minha aventura contra as doninhas. Meu pai, O antigo líder de patrulha e agora Armeiro renomado, Finn, entrou na cozinha bem na sua parte menos favorita da história: A parte onde eu usava sua fama e influência para conseguir suprimentos para a viagem de volta.
Acabei fazendo uma dívida em seu nome e ele não gostou nada disso. Felizmente no meio do sermão sobre “andar com minhas próprias pernas”, um enviado da Senhora Gewndolyn bateu à porta. O pobre infeliz mal sabia meu nome, mas conseguiu cumprir com seu dever e me avisou que eu estava sendo chamado até a sala da Matriarca.


Passei rapidamente pelo campo de treinamento e pude ao longe ver Rhozalyn e Lina treinando algum tipo de dança maluca, Ruffles espancava alguns novatos tentando ensinar eles a evitar a morte, obviamente Ruffles fazia o papel de morte contra os aspirantes a patas-macias.

Cheguei na sala da Senhora Gewndolyn, pelo menos desta vez o desagradável do Brahma não estava lá com sua arrogância insuportável.
Havia um rato tímido ao canto que segurava um chapéu de palha com as mãos. A Matriarca me disse que se chamava Gurney, e também disse que o primo dele havia encontrado partes importantes de um Codex desaparecido. Nossa missão seria escoltar Gurnal, ou algo assim, de volta a sua casa em RootWallow, e pegar os documentos com seu primo, O professor Hanson.

Gorbinu, ou algo assim, pediu licença ainda segurando seu chapéu entre as mãos nervosas e nos disse que deveriámos nos apressar, pois seu primo estava para retornar para a cidade onde vivia, graças ao nascimento de seu sétimo filhote. Mandei Gurnabi, ou algo assim, me esperar na taverna do meu velho amigo e mestre-artesão Bigode, o cervejeiro, até disse que ele poderia tomar uma ou duas cervejas se falasse meu nome ao Bigode. Rumei para o campo de treinamento e percebi que a dança maluca de Rhozalyn e Lina era na verdade um movimento combinado para ajudar em momentos de dificuldade, elas passaram por grandes apuros contra as doninhas. Disse a elas para se preparem para partir o quanto antes, pois estavamos indo para a região pantanosa de RootWallow. Aproveitei para pedir conselhos ao Ruffles, meu antigo mentor.
Ele estava tendo muito sucesso em mostrar aos aspirantes como a vida na guarda pode ser dolorida e cheia de hematomas. Apesar de seus quase 60 anos, Ruffles ainda dava conta de meia-dúzia de novatos de 13 ou 14 anos. Ele me emprestou algumas coisas e me ensinou como evitar os pantânos. Também me recomendou uma loja atrás da rua principal, onde puder comprar capas e botas mais resistentes para todos. Desta eu estava determinado a não adoecer por conta da chuva.

Passei em casa na hora exata em que uma fornada de bolos saía. Minha mãe me deu alguns, inclusive ela se lembrou da mandar alguns bolos de presente para minhas recrutas, especialmente para Rhozalyn, que adorava bolos mas tinha o hábito de conseguir fazer pedras de carvão usando apenas farinha e fermento. Pedi ao meu pai para dar uma olhada em meu machado e minha lança, ele fez isso de um jeito ainda carrancudo. Conversei com ele mais um pouco, expliquei que estava numa situação onde o sucesso da missão dependia dos recursos que eu só consegui usando a fama dele, e eu faria de novo caso fosse necessário. Acho que ele entendeu. De qualquer forma, prometi trazer algo especial para ele dessa viagem.

Encontrei minhas recrutas já prontas e me esperando na fonte da praça central, fomos até a taverna do bigode apenas para econtrar um Garnabi, ou algo assim, caído de bebâdo em uma mesa. Pedi pro Bigode fazer seu famoso levanta-defunto e conseguimos trazer o Guerudo, ou algo assim, de volta à si. Infelizmente a urgência da missão me impediu de pagar a conta das cervejas novamente e tive que sair correndo.

Partimos com o tempo levemente chuvoso para a cidade de BlackRock, mas no meio do caminho a chuva de primavera se transformou numa pequena tempestade. Corremos para procurar abrigo e achamos uma toca, porém a toca já tinha uma dona. Uma salamandra que também se protegia da chuva forte já estava lá. Saquei meu machado, não iria deixar minha equipe e meu escoltado, Guawladi, ou algo assim, ficarem naquela torrente de água e vento. Mas para minha total surpresa, Lina ofecereu um pedaço do bolo que minha mãe mandou para ela e a salamandra cedeu um lugar para que pudessemos nos abrigar.

Com o tempo menos agressivo conseguimos chegamos em BlackRock, a cidade dos livros, local onde a maior parte de nossas histórias e registros são mantidos. Lá nós fomos informados que poderia haver um jeito mais fácil de chegar a RootWallow, mas que deviámos perguntar a um velho rastreador que estava de passagem por BlackRock. Por mais inacraditável que possa parecer, o andarilho aceitou nos dar informações em troca de um dos bolos da lendária confeiteira Alice, minha mãe. Poderiámos descer um pequeno riacho direto ate RootWallow, desde que tivessémos um barco.

Como a sorte às vezes nos sorri, encontramos Martin, o carpinteiro, passeando por BlackRock. Com um pouco de conversa e persuasão, Martin concordou em nos fazer um pequeno barco, desde que trouxessemos a madeira. Haviam algum recrutas de Boros, antigo líder e pessoa menos querida de Rhozalyn, ajudando os bibliotecarios de BlackRock. Rhozalyn os viu e decidiu ela mesma cortar a madeira para construir nosso barco para mostrar a eles como ela estava forte desde que deixou Boros. Rhozalyn pegou meu machado, se ajeitou nas patas traseiras, levantou o machado bem alto e golpeou com força e vontade. O golpe errou o tronco e Rhozalyn caiu de cara no chão lamacento, causando uma explosão de gargalhadas. Numa segunda tentativa, o golpe deu certo, mas é como dizem: a primeira impressão é a que fica. E certamente Boros irá ouvir essa triste e engraçada história.

Martin conseguiu fazer um pequeno bote em apenas uma noite, e com muita sorte de marujo iniciante chegamos até RootWallow. Chegamos lá apenas para saber que dois dias atrás o primo de Gorbi, ou algo assim, havia partido. Quem nos informou foi uma senhora com aparência de doida, provavelmente a mãe de Gardin, ou algo assim. Ela estava insistindo para que nós provassemos de sua deliciosa sopa de teia de aranha. Como recusar uma refeição é falta de educação, deleguei essa missão a nossa mais jovem, e por isso mais saudável, companheira Lina. Equanto isso, fui falar com a tia de Gordon, ou algo assim, que foi a artesã que fez o tecido de minha capa. Pedi para ela alguns tecidos e, como nada na vida é fácil, acompanhamos Gortim, ou algo assim, para pegar alguns fios de seda. Eu e Rhozalyn nos saímos bem, inclusive minha patas-macias consegiu uma boa quantide de seda que virou um lindo lenço. Voltamos até onde Lina se banqueteava com a sopa de teias, pela sua expressão a sopa devia ter um sabor tão apetitoso quanto o nome sugere, e ganhamos uma lata cheinha de sopa de teia para nossa viagem.

Pegamos nosso bote e atravessamos a enseada através do grande lago, indo direto para a cidade onde morava o professor, LillyGrove. Na hora de aportar minha falta de experiência fez com que perdessemos o bote e acabamos atravessando os últimos cem metros à nado.

Chegamos na cidade no meio de um festival de praia. Pedimos informações e logo alcançamos a casa do professor. Quando dissemos que estávamos ali para levar os documentos para serem analisados em BlackRock, o professor começou a suar repentinamente. O professor havia entregado, ou foi forçado a entregar, o baú com os documentos para o prefeito, como parte das prendas para o festival. Obviamente o prefeito nos disse, enquanto andavámos em sua enorme residência, que as prendas do torneio seriam entregues apenas para os vencedores do concurso mensal do festival de praia. Ele fez o favor de nos informar que as inscrições estavam se encerrando e que deveriámos correr para a taverna caso quisessemos participar. Paguei com meu machadoe entreguei também a valorosa lata de sopa de teia que tinhámos, o taveneiro pareceu muito feliz em receber a lata de sopa. Depois de pagar a inscrição do torneio, ordenei que iriámos festejar, afinal estavamos no mês de aniversário da Lina. A baixinha mostrou que conseguia beber quase tão bem quanto qualquer adulto.

No outro dia ouvimos que alguns participantes haviam desistido de participar, aparentemente um tal de Sloan tinha má reputação por estes lados e iria participar do torneio. Como membros da guarda, não poderíamos ignorar isso, mas por hora nossa missão era recuperar os documentos.
O tal do Sloan realmente fazia o tipo malvado: Cicatriz no olho, um dedo faltava em sua pata, além de uma cara de muitissímos poucos amigos. O primeiro desafio era fácil, tomar cervejas até o oponente cair. Escalei Lina para essa missão. Ela mostrou certa resistência à bebida, conseguiu aguentar algumas rodadas contra Sloan, mas no fim perdeu os sentidos. A primeira vitória era dos adversários.
Meu plano era usar Rhozalyn para a segunda tarefa e me guardar para a última, mas a segunda tarefa era algo em que Rhozalyn certamente fracassaria: Cozinhar.
Mais precisamente, assar uma torta. A cozinheira Dala era famosa por suas tortas, e a tarefa era replicar sua receita. O time de Sloan enviou um Grandão desejeitado, acho que era Muk ou algo parecido, para o desafio. Agora era hora de mostrar do que Finneas, filho da melhor boleira de LockHaven, era capaz. Em poucos minutos coloquei a torta para assar e consegui chegar perto do sabor da original, vitória fácil. A ultima tarefa era rolar um barril para a frente da taverna. Com minhas habilidades de guerreiro e braços fortes de armeiro, tive outra vitória consistente. Sloan ficou muito irritado com a derrota, mas não teve escolha além de aceitar e ir embora resmungando.

Pegamos nossos prêmios na casa do prefeito, aproveitamos para perguntar que rumor era esse de que as pessoas deviam contribuir forçadamente para com os premios do festival. Ele nos confessou que desde que um grupo de bandidos se alojou na estrada que leva até LillyGrove, os turistas estavam deixando de visitar a cidade e a renda estava caindo drasticamente. Prometi tentar resolver o problema o mais rápido possível, inclusive iria investigar o motivo dos pedidos de ajuda que eles enviaram antes não terem chegado ao conhecimento da guarda. Rhozalyn conseguiu fazer amizade com a cozinheira Dala e quase aprendeu a fazer uma geléia de amoras comestível. Depois dessa pausa para respirar, partimos em direção a estrada, em busca dos criminosos

Encontramos o esconderijo dos bandidos na estrada que liga LillyGrove à Apllefort. Eles eram poucos e estavam pouco armados, conseguimos capturar eles e recuperamos alguns objetos dentro da toca deles, incluindo mais uma parte dos documentos perdidos. Estranhamente, ninguém havia relatado que essas páginas estavam perdidas. Entregamos os bandidos para a guarda de LillyGrove e o Professor confirmou a autenticidade dos documentos. Pegamos nossos prêmios do torneio, as partes do doucumento que estavam com o professor e um minério especialmente raro que o Professor tinha em sua posse e gentilmente me deu de presente como recompensa após recuperar os documentos que ele entregou ao prefeito.

Pegamos carona em um barco no porto e fomos até MaplleHarbor, local onde as cartas que pediam ajuda haviam sumido. No posto da guarda fiquei sabendo que meu velho amigo Skoll era quem estava encarregado de levar as cartas até a sede. Estranhei esse fato, pois Skoll sempre levou muito a sério suas funções dentro da guarda.

Demos sorte com o clima e chegamos rápido a LockHaven.

Tão logo chegamos, dispensei Lina e Rhozalyn para que elas pudessem se recuperar da viagem e guardar seus equipamentos. Na verdade, precisava que elas me deixassem sozinho por um momento. A história de que Skoll havia extraviado as cartas com pedido de ajuda não fazia sentido. Ainda mais quando o guarda do posto descreveu um dos patas macias que acompanhavam Skoll. Pela descrição, ele se parecia mais com Sloan do que com um membro da guarda. Fui até a taverna do Bigode, obviamente ele deveria saber de algo, caso houvesse algo para se saber.

Bigode confirmou que Skoll andava com umas companhias estranhas as vezes, nas duas últimas visitas dele à taverna, ele estava com Boros. Os dois pareciam se estranhar um pouco. Bigode ainda confirmou minha suspeita de que a descrição que o guarda do posto avançado passou para mim, não combinava com nenhum membro da guarda.

Finalmente retornei a Senhora Gewndolyn e relatei o sucesso de minha missão e entreguei os documentos para ela. Aproveitei para informar sobre o problema das cartas, mas sem mencionar Skoll. Para minha supresa, a Matriarca já estava com suspeitas de que cartas estavam deixando de chegar ao nosso conhecimento, outras patrulhas haviam relatado problemas semelhantes. A Senhora Gewndolyn também mencionou que estes problemas estavam acontecendo durante as missões de Skoll, e ela havia colocado Boros para ficar de olho nele por um tempo. Agradeci por ela me deixar a par da situação e prometi discrição quanto a este assunto.

Já de volta a minha casa, entreguei o minério raro que ganhei ao meu pai. Ele pareceu muito feliz. Para minha mãe dei de presente um lindo porta jóias que fazia parte dos prêmios do torneio de LillyGrove. Tomei um banho rápido, e logo Rozalyn chegou trazendo Lina. Tinha combinado com Rhozalyn que fariámos uma pequena comemoração pelo aniversário de Lina. Minha mãe fez alguns bolos para nós e nesse momento notei que Rhozalyn não estava com seus equipamentos habituais. Ela estava com um vestido leve e florido, e parecia mais... como uma rata normal... bonita? Disfarcei minha falta de palavras zombando dela.
Rhozalyn aproveitou o momento para pedir aulas de confeitaria para minha mãe, oferecendo a ela o lenço colorido como oferenda. Mamãe disse que seria bom ter uma ratinha como aprendiz e falou para ela, enquanto olhava para mim, que gostava da presença dela em nossa casa. Senti algo diferente no ar, algo agradavel. Devia ser apenas o cheiro dos bolos recém assados... ou algo relacionado... ao sorriso... dela?

Lina pareceu muito feliz com a pequena reunião em minha casa, pareceu muito emocionada também. Mesmo quando meu pai falava que ela tinha braços muito finos para uma camundonga da patrulha, ela ouvia com atenção e sem tirar os olhos dele, também observava minha mãe com atenção, com admiração talvez.

Fim do Registro de missão!

-Mecânicas de Jogo:

Essa sessão de jogo fluiu muito bem. De uma forma geral, todos nós melhoramos muito tanto jogadores quanto a Mestra da partida. Estamos entendendo um pouco mais das mecânicas do jogo e melhorando no quesito interpretativo. A trama tomou um rumo um pouco mais sério também. Um amigo de infância do Finneas pode estar envolvido em possíveis fraudes sobre cartas com pedidos de ajuda, isso pode trazer sérios problemas para a honra e respeito da Mouse Guard. Tivemos contato com um numéro grande de NPCs, de forma que tiver ser muito curto em vários pontos desse texto, as piadas e cenas engraçadas, assim como algumas reações referente aos instintos da equipe tiveram que ser ignoradas (muitas eu esqueci mesmo). E quem sabe na próxima aventura não teremos novidades?

Mestra da Sessão:
Mikayla
Jogadores/Personagens:
esunael / Finneas
Nya Gomes / Rhozalyn
Isa / Lina

Um comentário:

  1. Foi emocionante com certeza! Comparando com nosso primeiro jogo estamos muuuuito melhor.

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