Mouse Guard
Missão:
Resgate de Documentos
Equipe:
Líder de
Patrulha: Finneas
Patas-macias:
Rhozalyn
Patas-macias:
Lina
Diário do
Líder de Patrulha:
Eu,
Finneas, estava em minha casa na cidade de LockHaven conversando com
minha mãe. Ela assava seus famosos bolos de aveia enquanto eu
recontava, sem entrar nos detalhes perigosos, sobre minha aventura
contra as doninhas. Meu pai, O antigo líder de patrulha e agora
Armeiro renomado, Finn, entrou na cozinha bem na sua parte menos
favorita da história: A parte onde eu usava sua fama e influência
para conseguir suprimentos para a viagem de volta.
Acabei
fazendo uma dívida em seu nome e ele não gostou nada disso.
Felizmente no meio do sermão sobre “andar com minhas próprias
pernas”, um enviado da Senhora Gewndolyn bateu à porta. O pobre
infeliz mal sabia meu nome, mas conseguiu cumprir com seu dever e me
avisou que eu estava sendo chamado até a sala da Matriarca.
Passei
rapidamente pelo campo de treinamento e pude ao longe ver Rhozalyn e
Lina treinando algum tipo de dança maluca, Ruffles espancava alguns
novatos tentando ensinar eles a evitar a morte, obviamente Ruffles
fazia o papel de morte contra os aspirantes a patas-macias.
Cheguei na
sala da Senhora Gewndolyn, pelo menos desta vez o desagradável do
Brahma não estava lá com sua arrogância insuportável.
Havia um
rato tímido ao canto que segurava um chapéu de palha com as mãos.
A Matriarca me disse que se chamava Gurney, e também disse que o
primo dele havia encontrado partes importantes de um Codex
desaparecido. Nossa missão seria escoltar Gurnal, ou algo assim, de
volta a sua casa em RootWallow, e pegar os documentos com seu primo,
O professor Hanson.
Gorbinu,
ou algo assim, pediu licença ainda segurando seu chapéu entre as
mãos nervosas e nos disse que deveriámos nos apressar, pois seu
primo estava para retornar para a cidade onde vivia, graças ao
nascimento de seu sétimo filhote. Mandei Gurnabi, ou algo assim, me
esperar na taverna do meu velho amigo e mestre-artesão Bigode, o
cervejeiro, até disse que ele poderia tomar uma ou duas cervejas se
falasse meu nome ao Bigode. Rumei para o campo de treinamento e
percebi que a dança maluca de Rhozalyn e Lina era na verdade um
movimento combinado para ajudar em momentos de dificuldade, elas
passaram por grandes apuros contra as doninhas. Disse a elas para se
preparem para partir o quanto antes, pois estavamos indo para a
região pantanosa de RootWallow. Aproveitei para pedir conselhos ao
Ruffles, meu antigo mentor.
Ele estava
tendo muito sucesso em mostrar aos aspirantes como a vida na guarda
pode ser dolorida e cheia de hematomas. Apesar de seus quase 60 anos,
Ruffles ainda dava conta de meia-dúzia de novatos de 13 ou 14 anos.
Ele me emprestou algumas coisas e me ensinou como evitar os pantânos.
Também me recomendou uma loja atrás da rua principal, onde puder
comprar capas e botas mais resistentes para todos. Desta eu estava
determinado a não adoecer por conta da chuva.
Passei em
casa na hora exata em que uma fornada de bolos saía. Minha mãe me
deu alguns, inclusive ela se lembrou da mandar alguns bolos de
presente para minhas recrutas, especialmente para Rhozalyn, que
adorava bolos mas tinha o hábito de conseguir fazer pedras de carvão
usando apenas farinha e fermento. Pedi ao meu pai para dar uma olhada
em meu machado e minha lança, ele fez isso de um jeito ainda
carrancudo. Conversei com ele mais um pouco, expliquei que estava
numa situação onde o sucesso da missão dependia dos recursos que
eu só consegui usando a fama dele, e eu faria de novo caso fosse
necessário. Acho que ele entendeu. De qualquer forma, prometi trazer
algo especial para ele dessa viagem.
Encontrei
minhas recrutas já prontas e me esperando na fonte da praça
central, fomos até a taverna do bigode apenas para econtrar um
Garnabi, ou algo assim, caído de bebâdo em uma mesa. Pedi pro
Bigode fazer seu famoso levanta-defunto e conseguimos trazer o
Guerudo, ou algo assim, de volta à si. Infelizmente a urgência da
missão me impediu de pagar a conta das cervejas novamente e tive que
sair correndo.
Partimos
com o tempo levemente chuvoso para a cidade de BlackRock, mas no meio
do caminho a chuva de primavera se transformou numa pequena
tempestade. Corremos para procurar abrigo e achamos uma toca, porém
a toca já tinha uma dona. Uma salamandra que também se protegia da
chuva forte já estava lá. Saquei meu machado, não iria deixar
minha equipe e meu escoltado, Guawladi, ou algo assim, ficarem
naquela torrente de água e vento. Mas para minha total surpresa,
Lina ofecereu um pedaço do bolo que minha mãe mandou para ela e a
salamandra cedeu um lugar para que pudessemos nos abrigar.
Com o
tempo menos agressivo conseguimos chegamos em BlackRock, a cidade dos
livros, local onde a maior parte de nossas histórias e registros são
mantidos. Lá nós fomos informados que poderia haver um jeito mais
fácil de chegar a RootWallow, mas que deviámos perguntar a um velho
rastreador que estava de passagem por BlackRock. Por mais
inacraditável que possa parecer, o andarilho aceitou nos dar
informações em troca de um dos bolos da lendária confeiteira
Alice, minha mãe. Poderiámos descer um pequeno riacho direto ate
RootWallow, desde que tivessémos um barco.
Como a
sorte às vezes nos sorri, encontramos Martin, o carpinteiro,
passeando por BlackRock. Com um pouco de conversa e persuasão,
Martin concordou em nos fazer um pequeno barco, desde que
trouxessemos a madeira. Haviam algum recrutas de Boros, antigo líder
e pessoa menos querida de Rhozalyn, ajudando os bibliotecarios de
BlackRock. Rhozalyn os viu e decidiu ela mesma cortar a madeira para
construir nosso barco para mostrar a eles como ela estava forte desde
que deixou Boros. Rhozalyn pegou meu machado, se ajeitou nas patas
traseiras, levantou o machado bem alto e golpeou com força e
vontade. O golpe errou o tronco e Rhozalyn caiu de cara no chão
lamacento, causando uma explosão de gargalhadas. Numa segunda
tentativa, o golpe deu certo, mas é como dizem: a primeira impressão
é a que fica. E certamente Boros irá ouvir essa triste e engraçada
história.
Martin
conseguiu fazer um pequeno bote em apenas uma noite, e com muita
sorte de marujo iniciante chegamos até RootWallow. Chegamos lá
apenas para saber que dois dias atrás o primo de Gorbi, ou algo
assim, havia partido. Quem nos informou foi uma senhora com aparência
de doida, provavelmente a mãe de Gardin, ou algo assim. Ela estava
insistindo para que nós provassemos de sua deliciosa sopa de teia de
aranha. Como recusar uma refeição é falta de educação, deleguei
essa missão a nossa mais jovem, e por isso mais saudável,
companheira Lina. Equanto isso, fui falar com a tia de Gordon, ou
algo assim, que foi a artesã que fez o tecido de minha capa. Pedi
para ela alguns tecidos e, como nada na vida é fácil, acompanhamos
Gortim, ou algo assim, para pegar alguns fios de seda. Eu e Rhozalyn
nos saímos bem, inclusive minha patas-macias consegiu uma boa
quantide de seda que virou um lindo lenço. Voltamos até onde Lina
se banqueteava com a sopa de teias, pela sua expressão a sopa devia
ter um sabor tão apetitoso quanto o nome sugere, e ganhamos uma lata
cheinha de sopa de teia para nossa viagem.
Pegamos
nosso bote e atravessamos a enseada através do grande lago, indo
direto para a cidade onde morava o professor, LillyGrove. Na hora de
aportar minha falta de experiência fez com que perdessemos o bote e
acabamos atravessando os últimos cem metros à nado.
Chegamos
na cidade no meio de um festival de praia. Pedimos informações e
logo alcançamos a casa do professor. Quando dissemos que estávamos
ali para levar os documentos para serem analisados em BlackRock, o
professor começou a suar repentinamente. O professor havia
entregado, ou foi forçado a entregar, o baú com os documentos para
o prefeito, como parte das prendas para o festival. Obviamente o
prefeito nos disse, enquanto andavámos em sua enorme residência,
que as prendas do torneio seriam entregues apenas para os vencedores
do concurso mensal do festival de praia. Ele fez o favor de nos
informar que as inscrições estavam se encerrando e que deveriámos
correr para a taverna caso quisessemos participar. Paguei com meu
machadoe entreguei também a valorosa lata de sopa de teia que
tinhámos, o taveneiro pareceu muito feliz em receber a lata de sopa.
Depois de pagar a inscrição do torneio, ordenei que iriámos
festejar, afinal estavamos no mês de aniversário da Lina. A
baixinha mostrou que conseguia beber quase tão bem quanto qualquer
adulto.
No outro
dia ouvimos que alguns participantes haviam desistido de participar,
aparentemente um tal de Sloan tinha má reputação por estes lados e
iria participar do torneio. Como membros da guarda, não poderíamos
ignorar isso, mas por hora nossa missão era recuperar os documentos.
O tal do
Sloan realmente fazia o tipo malvado: Cicatriz no olho, um dedo
faltava em sua pata, além de uma cara de muitissímos poucos amigos.
O primeiro desafio era fácil, tomar cervejas até o oponente cair.
Escalei Lina para essa missão. Ela mostrou certa resistência à
bebida, conseguiu aguentar algumas rodadas contra Sloan, mas no fim
perdeu os sentidos. A primeira vitória era dos adversários.
Meu plano
era usar Rhozalyn para a segunda tarefa e me guardar para a última,
mas a segunda tarefa era algo em que Rhozalyn certamente fracassaria:
Cozinhar.
Mais
precisamente, assar uma torta. A cozinheira Dala era famosa por suas
tortas, e a tarefa era replicar sua receita. O time de Sloan enviou
um Grandão desejeitado, acho que era Muk ou algo parecido, para o
desafio. Agora era hora de mostrar do que Finneas, filho da melhor
boleira de LockHaven, era capaz. Em poucos minutos coloquei a torta
para assar e consegui chegar perto do sabor da original, vitória
fácil. A ultima tarefa era rolar um barril para a frente da taverna.
Com minhas habilidades de guerreiro e braços fortes de armeiro, tive
outra vitória consistente. Sloan ficou muito irritado com a derrota,
mas não teve escolha além de aceitar e ir embora resmungando.
Pegamos
nossos prêmios na casa do prefeito, aproveitamos para perguntar que
rumor era esse de que as pessoas deviam contribuir forçadamente para
com os premios do festival. Ele nos confessou que desde que um grupo
de bandidos se alojou na estrada que leva até LillyGrove, os
turistas estavam deixando de visitar a cidade e a renda estava caindo
drasticamente. Prometi tentar resolver o problema o mais rápido
possível, inclusive iria investigar o motivo dos pedidos de ajuda
que eles enviaram antes não terem chegado ao conhecimento da guarda.
Rhozalyn conseguiu fazer amizade com a cozinheira Dala e quase
aprendeu a fazer uma geléia de amoras comestível. Depois dessa
pausa para respirar, partimos em direção a estrada, em busca dos
criminosos
Encontramos
o esconderijo dos bandidos na estrada que liga LillyGrove à
Apllefort. Eles eram poucos e estavam pouco armados, conseguimos
capturar eles e recuperamos alguns objetos dentro da toca deles,
incluindo mais uma parte dos documentos perdidos. Estranhamente,
ninguém havia relatado que essas páginas estavam perdidas.
Entregamos os bandidos para a guarda de LillyGrove e o Professor
confirmou a autenticidade dos documentos. Pegamos nossos prêmios do
torneio, as partes do doucumento que estavam com o professor e um
minério especialmente raro que o Professor tinha em sua posse e
gentilmente me deu de presente como recompensa após recuperar os
documentos que ele entregou ao prefeito.
Pegamos
carona em um barco no porto e fomos até MaplleHarbor, local onde as
cartas que pediam ajuda haviam sumido. No posto da guarda fiquei
sabendo que meu velho amigo Skoll era quem estava encarregado de
levar as cartas até a sede. Estranhei esse fato, pois Skoll sempre
levou muito a sério suas funções dentro da guarda.
Demos
sorte com o clima e chegamos rápido a LockHaven.
Tão logo
chegamos, dispensei Lina e Rhozalyn para que elas pudessem se
recuperar da viagem e guardar seus equipamentos. Na verdade,
precisava que elas me deixassem sozinho por um momento. A história
de que Skoll havia extraviado as cartas com pedido de ajuda não
fazia sentido. Ainda mais quando o guarda do posto descreveu um dos
patas macias que acompanhavam Skoll. Pela descrição, ele se parecia
mais com Sloan do que com um membro da guarda. Fui até a taverna do
Bigode, obviamente ele deveria saber de algo, caso houvesse algo para
se saber.
Bigode
confirmou que Skoll andava com umas companhias estranhas as vezes,
nas duas últimas visitas dele à taverna, ele estava com Boros. Os
dois pareciam se estranhar um pouco. Bigode ainda confirmou minha
suspeita de que a descrição que o guarda do posto avançado passou
para mim, não combinava com nenhum membro da guarda.
Finalmente
retornei a Senhora Gewndolyn e relatei o sucesso de minha missão e
entreguei os documentos para ela. Aproveitei para informar sobre o
problema das cartas, mas sem mencionar Skoll. Para minha supresa, a
Matriarca já estava com suspeitas de que cartas estavam deixando de
chegar ao nosso conhecimento, outras patrulhas haviam relatado
problemas semelhantes. A Senhora Gewndolyn também mencionou que
estes problemas estavam acontecendo durante as missões de Skoll, e
ela havia colocado Boros para ficar de olho nele por um tempo.
Agradeci por ela me deixar a par da situação e prometi discrição
quanto a este assunto.
Já de
volta a minha casa, entreguei o minério raro que ganhei ao meu pai.
Ele pareceu muito feliz. Para minha mãe dei de presente um lindo
porta jóias que fazia parte dos prêmios do torneio de LillyGrove.
Tomei um banho rápido, e logo Rozalyn chegou trazendo Lina. Tinha
combinado com Rhozalyn que fariámos uma pequena comemoração pelo
aniversário de Lina. Minha mãe fez alguns bolos para nós e nesse
momento notei que Rhozalyn não estava com seus equipamentos
habituais. Ela estava com um vestido leve e florido, e parecia
mais... como uma rata normal... bonita? Disfarcei minha falta de
palavras zombando dela.
Rhozalyn
aproveitou o momento para pedir aulas de confeitaria para minha mãe,
oferecendo a ela o lenço colorido como oferenda. Mamãe disse que
seria bom ter uma ratinha como aprendiz e falou para ela, enquanto
olhava para mim, que gostava da presença dela em nossa casa. Senti
algo diferente no ar, algo agradavel. Devia ser apenas o cheiro dos
bolos recém assados... ou algo relacionado... ao sorriso... dela?
Lina
pareceu muito feliz com a pequena reunião em minha casa, pareceu
muito emocionada também. Mesmo quando meu pai falava que ela tinha
braços muito finos para uma camundonga da patrulha, ela ouvia com
atenção e sem tirar os olhos dele, também observava minha mãe com
atenção, com admiração talvez.
Fim do
Registro de missão!
-Mecânicas
de Jogo:
Essa
sessão de jogo fluiu muito bem. De uma forma geral, todos nós
melhoramos muito tanto jogadores quanto a Mestra da partida. Estamos
entendendo um pouco mais das mecânicas do jogo e melhorando no
quesito interpretativo. A trama tomou um rumo um pouco mais sério
também. Um amigo de infância do Finneas pode estar envolvido em
possíveis fraudes sobre cartas com pedidos de ajuda, isso pode
trazer sérios problemas para a honra e respeito da Mouse Guard.
Tivemos contato com um numéro grande de NPCs, de forma que tiver ser
muito curto em vários pontos desse texto, as piadas e cenas
engraçadas, assim como algumas reações referente aos instintos da
equipe tiveram que ser ignoradas (muitas eu esqueci mesmo). E quem
sabe na próxima aventura não teremos novidades?
Mestra da
Sessão:
Mikayla
Jogadores/Personagens:
esunael / FinneasNya Gomes / Rhozalyn
Isa / Lina




Foi emocionante com certeza! Comparando com nosso primeiro jogo estamos muuuuito melhor.
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