Sistema usado: Nômades RPG
Missão do episódio: Investigar os sequestradores da Mirela e como isso tem
relação com o livro e o culto
Equipe de jogadores: Gerald (Esunael); Rhozalyn
(Nya ); Ária (eu)
Temporada 1: O mistério do culto do Vazio.
Episódio dois: Complicações
Cena 1
Apesar do clima agradável aqui fora olho ao redor para ver
se não estamos em perigo. É cedo ainda, poucas pessoas andam apressadas então
nem dão um segundo olhar para quatro pessoas feridas, sendo eu a que está em
pior estado. Rhozalyn puxa o casaco de Gerald e aponta para uma farmácia que
estranhamente está com a porta aberta. Investigamos se tem alguém dentro, não
tem ninguém.
Rhozalyn coloca band-aids cruzados na testa e tenta ser mais amigável
com a moça sentando-se perto dela. Mirela nos esclarece que não é uma nômade,
mas nos estranha por ter sido jogada nessa realidade por um nômade há alguns
anos. Segundo ela, por aqui é normal ter nômades passeando por lá. Perguntamos a ela desde quando foi
sequestrada. Ela nos disse que há um dia começou uma guerra entre facções
criminosas e por ser policial foi capturada em meio a bagunça.
Perguntamos se
os caras da gangue que a capturou tinham alguma marca característica, e ela
descreveu a mesma a tatuagem característica dos membros do culto do vazio. Ao
perguntarmos se ela sabia o que o livro tinha a ver com ela a policial não
soube dizer. Rhozalyn deu a ela o livro e perguntou se ela sabia o que estava
escrito ali, já que o texto não estava em uma língua que entendíamos.
Mirela disse que era apenas uma lista de
endereços. Rapidamente eu falei para Rhozalyn pegar o cartão com endereço do
bolso e mostrar para a policial. Perguntei a Mirela se esse endereço constava
no livro e se esse endereço existia naquela dimensão. Ela nos confirmou minha
suspeita. Resolvemos partir para lá assim que estivéssemos bem o suficiente.
Cena 2
Alcançamos o endereço do cartão e nos deparamos com um
prédio residencial na zona norte da cidade. Próximo a ele, um prédio ainda em
construção. Poucas pessoas na rua, já que era madrugada apesar do clima quente
e agradável. Subimos ao andar listado no cartão e Gerald fez sinal para que
fossemos cautelosos.Colocando o ouvido na porta ele nos sinaliza que há
pessoas dentro do apartamento.
Com um gesto da mão faço ele me dar espaço para
tentar abrir a porta discretamente. Com minhas habilidades de arrombamento eu
consigo abrir a porta com sucesso e sinalizo para que entrem na minha frente.
Nesse momento algo estranho acontece com Mirela. Ela começa a ficar
translúcida, como se piscasse entre ser real ou fantasma. Rhozalyn diz para ela
ficar por último, e entra engatinhando pelo apartamento e se escondendo
atrás do sofá. Porém, quando vai espiar
ela dá de cara com um adolescente que se afasta de susto. O mesmo fenômeno
estranho que aconteceu com Mirela acontece com o jovem.
A bagunça chama a atenção de mais cinco
membros da gangue. Rhozalyn passa pelo
adolescente e ataca a primeiro bandido. Este por sua vez, revida e consegue
quebrar a espada da Rhozalyn, machucando-a no processo. Ao mesmo tempo, Gerald
tenta conter o adolescente, mas esse consegue escapar. Mirela intervém e
consegue deixar o rapaz desacordado. Eu tento matar o bandido que chega próximo
de mim, mas ele consegue se desviar. Gerald então tenta atirar no rapaz que está lutando contra Rhozalyn, mas
o cara consegue se afastar sem se ferir.
Um segundo bandido se aproxima de mim
e tenta me ferir também, mas,por sorte, consigo me afastar. De repente o
ambiente esfria ao ponto de começar a congelar, igual ao que aconteceu no bar
abandonado. Percebemos nesse momento que um "espelho" havia sido
aberto pelos dois bandidos mais distantes. Uma criatura maior que um humano com
cabeça de Águia e garras no lugar das mão aparece. Os bandidos o chamam de Garuda, e tentam ataca-lo, porém em
um único movimento ele mata os cinco de uma vez.
Gerald tenta atirar nele, mas
ele parece saber exatamente onde ele mira e simplesmente se afasta sem ser
atingido nenhuma vez. Corro pela sala e me abaixo escorregando em direção ao
outro lado da sala, com minha faca em mãos tento feri-lo. Além de não conseguir
atingi-lo, percebi que "algo" começou a derreter meu canivete. Fiquei
com muito ódio, pois era presente do meu falecido irmão. Rhozalyn então tem uma
ideia de gênio. Ela se aproxima e tenta conversar com ele.
O monstro reage como
se ela fosse um inseto irritante e a ataca. Sem conseguir se desviar a Rhozalyn
é atingida e fica jogada jogou no chão.
Mirela corre até Rhozalyn, pega o livro da bolsa, e o joga na direção do
monstro, que irritado atira o livro na parede atrás delas. Gerald tentou atirar
nele de novo, e o resultado foi o mesmo. Comecei a pensar que aquela criatura
devia ser capaz de prever nossos movimentos. Só isso podia explicar como não conseguíamos
nem sequer arranha-lo!
Procurei então pelo espelho na sala para podermos fugir.
Apontei a direção para os outros e tentei correr até lá, mas tive que parar
antes mesmo de me aproximar porque a criatura se posicionou em frente a nossa
rota de fuga. Mirela desesperada pegou uma faca do adolescente que ela
desacordou e e tentou atacar o monstro sozinha, porém, além dele se desviar do
ataque, ele a golpeou forte e a deixou desacordada.
Gerald atirou novamente,
sem sucesso, para em seguida ser atacado pelo monstro. Por sorte o Gerald,
conseguiu rolar para longe do golpe. Tentando acalmá-lo Rhozalyn foi até ele
novamente, ajoelhando-se de forma respeitosa. Ele aproveitou sua atitude e a
atacou, deixando-a desacordada. Eu estava certa de que morreríamos ali, mas se
fosse para morrer eu faria lutando! Então tentei achar uma arma, mas me deparei
com aquele livro aberto. Havia uns dizeres estranhos, e resolvi testar. Tempos
desesperados, medidas desesperadas. Apesar da minha descrença a leitura em voz alta deu certo! Aquilo fez surgir um espelho estranho que
sugou a criatura. Apesar de estarmos felizes pelo desaparecimento do monstro,
percebemos tarde demais que aquele espelho não era estável e estava nos puxando
também.
Cena 3
Meio desnorteados percebemos que estávamos de volta a nossa
realidade. A sorte sorriu para nós porque "aparecemos" perto de um
hospital e sem nenhum sinal do tal Garuda. Olhamos em volta, ainda madrugada,
mas sem sinal de perigo. Saldo da batalha: duas desmaiadas e extremamente
feridas. Eu estava mais ou menos, mas conseguia me mover.
Ironicamente só o
velhote tava bem. Joguei o livro para ele e disse que não precisava daquela
coisa. O velhote deu um sorriso maníaco e o guardou no bolso do casaco, depois jogou
Mirela nas costas e pegou Rhozalyn pela gola da blusa, arrastando-a enquanto ia em direção ao hospital.
Acompanhei ele, pensando no que descobrimos. O livro não fazia o que diziam,
convocar uma criatura, mas fazia o oposto, expulsava. Além disso ele podia
criar espelhos, instáveis, mais ainda sim espelhos. O perigo estava em nossa
cola.
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