sábado, 25 de abril de 2020

Nômades: Temporada 1, episódio 2

Sistema usado: Nômades RPG
Missão do episódio: Investigar os sequestradores da Mirela e como isso tem relação com o livro e o culto
Equipe de jogadores: Gerald (Esunael); Rhozalyn (Nya ); Ária (eu)

Temporada 1: O mistério do culto do Vazio.
Episódio dois: Complicações

Cena 1

Apesar do clima agradável aqui fora olho ao redor para ver se não estamos em perigo. É cedo ainda, poucas pessoas andam apressadas então nem dão um segundo olhar para quatro pessoas feridas, sendo eu a que está em pior estado. Rhozalyn puxa o casaco de Gerald e aponta para uma farmácia que estranhamente está com a porta aberta. Investigamos se tem alguém dentro, não tem ninguém. 
Procuramos ver se ainda tem algum remédio ou kit médico para nos recuperar, já que de uma farmácia em meio a um bairro meio abandonado não se pode esperar muita coisa. Lá dentro, enquanto tratamos dos nossos ferimentos vamos interrogando a policial. Gerald e eu procuramos nos manter de frete e de olho nela.
Rhozalyn coloca band-aids cruzados na testa e tenta ser mais amigável com a moça sentando-se perto dela. Mirela nos esclarece que não é uma nômade, mas nos estranha por ter sido jogada nessa realidade por um nômade há alguns anos. Segundo ela, por aqui é normal ter nômades passeando por lá. Perguntamos a ela desde quando foi sequestrada. Ela nos disse que há um dia começou uma guerra entre facções criminosas e por ser policial foi capturada em meio a bagunça. 
Perguntamos se os caras da gangue que a capturou tinham alguma marca característica, e ela descreveu a mesma a tatuagem característica dos membros do culto do vazio. Ao perguntarmos se ela sabia o que o livro tinha a ver com ela a policial não soube dizer. Rhozalyn deu a ela o livro e perguntou se ela sabia o que estava escrito ali, já que o texto não estava em uma língua que entendíamos.
Mirela disse que era apenas uma lista de endereços. Rapidamente eu falei para Rhozalyn pegar o cartão com endereço do bolso e mostrar para a policial. Perguntei a Mirela se esse endereço constava no livro e se esse endereço existia naquela dimensão. Ela nos confirmou minha suspeita. Resolvemos partir para lá assim que estivéssemos bem o suficiente.

Cena 2

Alcançamos o endereço do cartão e nos deparamos com um prédio residencial na zona norte da cidade. Próximo a ele, um prédio ainda em construção. Poucas pessoas na rua, já que era madrugada apesar do clima quente e agradável. Subimos ao andar listado no cartão e Gerald fez sinal para que fossemos cautelosos.Colocando o ouvido na porta ele nos sinaliza que há pessoas dentro do apartamento.
Com um gesto da mão faço ele me dar espaço para tentar abrir a porta discretamente. Com minhas habilidades de arrombamento eu consigo abrir a porta com sucesso e sinalizo para que entrem na minha frente. Nesse momento algo estranho acontece com Mirela. Ela começa a ficar translúcida, como se piscasse entre ser real ou fantasma. Rhozalyn diz para ela ficar por último, e entra engatinhando pelo apartamento e se escondendo atrás  do sofá. Porém, quando vai espiar ela dá de cara com um adolescente que se afasta de susto. O mesmo fenômeno estranho que aconteceu com Mirela acontece com o jovem. 
A bagunça chama a atenção de mais cinco membros da gangue.  Rhozalyn passa pelo adolescente e ataca a primeiro bandido. Este por sua vez, revida e consegue quebrar a espada da Rhozalyn, machucando-a no processo. Ao mesmo tempo, Gerald tenta conter o adolescente, mas esse consegue escapar. Mirela intervém e consegue deixar o rapaz desacordado. Eu tento matar o bandido que chega próximo de mim, mas ele consegue se desviar. Gerald então tenta atirar no rapaz que está lutando contra Rhozalyn, mas o cara consegue se afastar sem se ferir. 
Um segundo bandido se aproxima de mim e tenta me ferir também, mas,por sorte, consigo me afastar. De repente o ambiente esfria ao ponto de começar a congelar, igual ao que aconteceu no bar abandonado. Percebemos nesse momento que um "espelho" havia sido aberto pelos dois bandidos mais distantes. Uma criatura maior que um humano com cabeça de Águia e garras no lugar das mão aparece. Os bandidos o chamam de Garuda, e tentam ataca-lo, porém em um único movimento ele mata os cinco de uma vez. 
Gerald tenta atirar nele, mas ele parece saber exatamente onde ele mira e simplesmente se afasta sem ser atingido nenhuma vez. Corro pela sala e me abaixo escorregando em direção ao outro lado da sala, com minha faca em mãos tento feri-lo. Além de não conseguir atingi-lo, percebi que "algo" começou a derreter meu canivete. Fiquei com muito ódio, pois era presente do meu falecido irmão. Rhozalyn então tem uma ideia de gênio. Ela se aproxima e tenta conversar com ele. 
O monstro reage como se ela fosse um inseto irritante e a ataca. Sem conseguir se desviar a Rhozalyn é atingida e fica jogada jogou no chão.  Mirela corre até Rhozalyn, pega o livro da bolsa, e o joga na direção do monstro, que irritado atira o livro na parede atrás delas. Gerald tentou atirar nele de novo, e o resultado foi o mesmo. Comecei a pensar que aquela criatura devia ser capaz de prever nossos movimentos. Só isso podia explicar como não conseguíamos nem sequer arranha-lo!
Procurei então pelo espelho na sala para podermos fugir. Apontei a direção para os outros e tentei correr até lá, mas tive que parar antes mesmo de me aproximar porque a criatura se posicionou em frente a nossa rota de fuga. Mirela desesperada pegou uma faca do adolescente que ela desacordou e e tentou atacar o monstro sozinha, porém, além dele se desviar do ataque, ele a golpeou forte e a deixou desacordada.
Gerald atirou novamente, sem sucesso, para em seguida ser atacado pelo monstro. Por sorte o Gerald, conseguiu rolar para longe do golpe. Tentando acalmá-lo Rhozalyn foi até ele novamente, ajoelhando-se de forma respeitosa. Ele aproveitou sua atitude e a atacou, deixando-a desacordada. Eu estava certa de que morreríamos ali, mas se fosse para morrer eu faria lutando! Então tentei achar uma arma, mas me deparei com aquele livro aberto. Havia uns dizeres estranhos, e resolvi testar. Tempos desesperados, medidas desesperadas. Apesar da minha descrença a leitura  em voz alta deu certo! Aquilo fez surgir um espelho estranho que sugou a criatura. Apesar de estarmos felizes pelo desaparecimento do monstro, percebemos tarde demais que aquele espelho não era estável e estava nos puxando também.

Cena 3

Meio desnorteados percebemos que estávamos de volta a nossa realidade. A sorte sorriu para nós porque "aparecemos" perto de um hospital e sem nenhum sinal do tal Garuda. Olhamos em volta, ainda madrugada, mas sem sinal de perigo. Saldo da batalha: duas desmaiadas e extremamente feridas. Eu estava mais ou menos, mas conseguia me mover. 
Ironicamente só o velhote tava bem. Joguei o livro para ele e disse que não precisava daquela coisa. O velhote deu um sorriso maníaco e o guardou no bolso do casaco, depois jogou Mirela nas costas e pegou Rhozalyn pela gola da blusa, arrastando-a  enquanto ia em direção ao hospital. Acompanhei ele, pensando  no que  descobrimos. O livro não fazia o que diziam, convocar uma criatura, mas fazia o oposto, expulsava. Além disso ele podia criar espelhos, instáveis, mais ainda sim espelhos. O perigo estava em nossa cola.

#nomadesrpg #rpgdemesasolo #rpgdemesa

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