quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Mouse Guard! Entrega de Correspondências, parte final.



"Estávamos presos, amarrados, e vigiados por duas doninhas com cara de poucos amigos. Martin, o artesão local que queria apenas dar uma cadeira de presente para o casamento de sua filha, estava agora aos prantos, temendo a morte horrível que certamente teríamos. Na entrada da gruta, aparentemente um antigo depósito, estavam três doninhas feias e famintas. As duas mais feias e famintas pareciam obedecer as ordens da doninha maior, mais feia e com certeza mais faminta. Em seu ombro estava a pelagem de algum pobre animal que provavelmente teve o mesmo destino que agora nos aguardava. Rhozalyn pareceu estranha ao ver o pelo servindo de ombreira para o líder feio das doninhas. Não culpo ela, claramente aquilo era pêlo de camundongo. As cicatrizes na cara da doninha feia não ajudavam em nada a acalmar nossas mentes. Entre os choramingos e soluços de Martin, eu tentava formular algum meio de sair dali, Rhozalyn e Linna ajudavam com palpites mas nada parecia bom o bastante. Depois de muito debater, optamos por tentar fazer as doninhas que estavam de vigia brigar entre si. Com sorte uma poderia matar a outra.
Aproveitei a conversa desdenhosa das doninhas e provoquei dizendo que elas provavelmente eram bem idiotas já que as duas maiores ficavam sentadas perto da fogueira enquanto apenas elas trabalhavam. Umas das doninhas se aproximou, levantou o machado bem alto, e desceu num golpe só, errando minha cabeça por milímetros.


O líder feio das doninhas parou de afiar a faca e se virou, perguntando o que diabos estava acontecendo. Fred, a doninha que quase cortou fora minhas orelhas, pediu desculpas ao chefe e voltou a ficar de guarda, agora mais carrancudo que nunca.
Pensamos num novo plano: fazer Lina passar mal para chamar a atenção de um dos guardas para que um de nós pudesse fugir e chamar ajuda. Lina fingiu estar envenenada, ela começou a gemer de dor e abraçar fortemente o estômago, Rhozalyn começou a gritar dizendo que era o veneno que estava fazendo efeito. eu fiquei atento esperando que o guarda cometesse alguma falha para que eu pudesse empurrá-lo e Rhozalyn pudesse fugir, mas nada saiu como planejado. Fred, a mesma doninha que quase cortou as minhas orelhas, chamou o chefe deles para falar que a ratinha estava envenenada, e ele mandou que jogasse a rata fora, afinal de contas não dava para comer um rato envenenado. Neste ponto percebemos que aquelas não eram doninhas do reino das doninhas mas sim mercenários desgarrados e que, na falta de alimento, devoravam ratos. Agora a pele no ombro fazia muito mais sentido. Analisando bem agora, todos os equipamentos e roupas deles pareciam feitas de peles e ossos e isso nos deixou totalmente apavorados.
A doninha Fred pegou Lina pelas amarras e a levou lá para fora, por entre as pernas das doninhas consegui ver que ela rolou até perto do poço e lá ela ficou imóvel. Agora só nos restava esperar que Lina fugisse e trouxesse ajuda, de preferência bem rápido. O líder das doninhas falou que estava cansado de esperar e o fogo já está quase na altura certa e mandou o Antônio, uma das doninhas, ir buscar buscar ervas para temperar os ratos, Antônio foi sem demora deixando um rato a menos na caverna. A essa altura, Martin já estava desesperado com certeza ele morreria desidratado caso doninhas não o matassem primeiro. Foi então que tive uma ideia, convenci Martin a chorar nas cordas que prendiam as minhas patas para que assim elas ficassem escorregadias e eu pudesse me soltar. Martim se aproximou lentamente e começou a esfregar a sua cara chorosa nas cordas que prendiam as minhas patas, e em poucos minutos consegui me soltar. Rapidamente Rhozalyn percebeu o que eu estava fazendo e começou a cantarolar para fazer com que a doninha Fred se aproximasse. Quando Fred se aproximou para mandar Rhozalyn ficar em silêncio, eu pulei em suas costas e tentei tomar a arma de suas mãos, mas a doninha me jogou no chão com muita força, colocou um capuz em Rhozalyn, e me amarrou duas vezes mais forte do que antes. Agora estávamos mesmo sem esperança, nosso destino certamente estaria no fio da navalha que a doninha líder estava afiando.
Quando estávamos já sem esperanças uma fumaça começou a invadir o fundo da caverna, as doninhas começaram a ficar desesperada tentando colocar a fumaça para fora, eu me aproveitei da distração e consegui me soltar das cordas, logo em seguida soltei Rhozalyn e ela foi pegar nossas coisas sem demora. Uma das doninhas tentou agarrar Martin para tirar o seu couro eu consegui conseguir pular na frente e impedir. Peguei Martin pelas patas e corremos para fora, demos de cara com Lina, a doninha Antônio estava cercando nossa saída. Logo as outras doninhas nós cercaram tbm, e agora parece que teríamos que batalhar por nossos pêlos.
Porém, ouvimos barulho no capim em volta e logo chamas começaram a surgir em meio ao mato seco. No meio da confusão e fumaça, um rato encapuzado nos chamou e disse pra seguir ele, Lina foi logo na frente dizendo que ele era um amigo. Escapamos por entre o mato em chamas para uma caverna e decidimos esperar as doninhas irem embora enquanto nos recuperavamos de nosso cansaço.

O rato que nos ajudou, se apresentou como Jack, amigo de infância de Rhozalyn, desaparecido a muito tempo. Rhozalyn tentou segurar as lágrimas enquanto olhava para o amigo que ela procurava a tanto tempo, ele, por outro lado, não pareceu muito feliz em ver a amiga como membro da guarda dos ratos. Com palavras ásperas e muito arrogantes, Jack criticou o fato de Rhozalyn estar na Guarda, zombou de mim e seus companheiros. Mesmo assim ele nos ajudou com comida e a sair do rastro das doninhas sem sermos perseguidos. Jack estava rastreando aquele grupo de doninhas havia tempos, o couro que o líder das doninhas mercenárias usava era do pai dele. O pai de Jack foi capturado havia muito tempo e Jack culpava a guarda pela morte do pai até que era compreensível, afinal nosso trabalho é manter os ratos em segurança.

Martin insistiu que fôssemos pegar a cadeira que nos colocou nessa confusão, e como não faria sentido passar por tudo isso sem recuperar a bendita cadeira, acabamos indo atrás dela, mas com o dobro de cuidado dessa vez.

Retornamos em segurança para Dorigfit mesmo eu tendo que carregar a cadeira nas costas a viagem toda. Nós despedimos de Martin e deixei bem claro que esse favor irá custar caro, principalmente pela dor nas costas de me fazer carregar aquele trambolho. Consegui falar com um comerciante local e pude trocar algumas de nossas coisas por armas novas e suplementos para todos, tive que usar a influência e boa fama de meu pai para conseguir algumas coisas, mas era urgente que completassemos a missão.

Fomos, finalmente e com tempo bom, para a cidade de Gilgpledge, terminar nossa missão de entregar as correspondências para os moradores. Chegamos rápido e sem nenhum contra tempo.

Já na cidade de Gilgpledge, entregamos as cartas restantes ao povo, várias pessoas ficaram felizes e contentes ao receber notícias de seus entes queridos, então uma jovem camundongo se aproximou de nós com uma expressão de preocupação. Loretta veio cheia de angústia nós perguntar se não havia mais cartas em nossa sacola. Ela estava procurando pela carta de seu noivo, que diria a ela quando deveria partir para enfim se juntarem na cidade onde ele estava trabalhando e finalmente se casarem. Assumimos que a carta de seu noivo foi uma das que se perderam no ataque do corvo.
Loretta entrou em pânico, quis partir de imediato ao encontro de seu noivo pois não aguentava mais ficar longe dele, tentei convecê-la dos perigos que existem pelo caminho e que era melhor aguardar por mais notícias. Ela pediu para que nós a escoltassemos até a cidade do noivo, então começamos uma batalha de vontades para ver quem alcançava seus objetivos: ela querendo ir desesperadamente ao encontro de seu grande amor e eu querendo desesperadamente me livrar de mais encrenca.
Terminamos em empate e decidimos escoltar Loretta até a próxima cidade de onde sairia uma caravana comercial com destino a cidade do noivo dela. Essas caravanas são grandes e sempre possuem seus próprios guardas.

Nós equipamos e nos abastecemos novamente, então saímos com tempo bom e fomos sem demora para a cidade de Copperwood. No caminho, uma serpente das árvores passou bem perto de nós, conseguimos nos esconder a tempo e Rhozalyn nos disse quando já era seguro partir graças a seu focinho apurado.
Deixei Loretta na cidade com tudo acertado entre ela e o líder da carava de comerciantes que ia fornecer transporte à ela, e seguimos de volta a LockHaven.

Chegando em LockHaven, Lina e Rhozalyn foram guardar seus equipamentos e tirar a poeira de seus pêlos. Eu segui direto para a sala da Senhora Gewndolyn para deixar meu relatório sobre a turbulenta missão de entregar cartas. A senhora Gewndolyn estava novamente com Brahma, ela encerrou a conversa com ele rapidamente e fez sinal para que eu entrasse. Brahma passou por mim e resmungou algo com desdém que fiz questão de não entender. A Senhora Gewndolyn pareceu preocupada sobre o ocorrido na fronteira bde cheiro e principalmente o fato de não encontrarmos nenhum patrulhamento do nosso lado.

Depois de tomar meu relatório, ela me dispensou para ir descansar, restava agora a maior e mais perigosa tarefa de todas, contar a meu pai que usei o nome dele e agora ele devia um favor a um vendedor de armas."
Fim da missão Entrega das correspondências!

Um dos raros momentos em que consegui vencer:

Mapa:

Overview:

Um comentário:

  1. Eu achei que essa aventura iria terminar na gruta!!! Mesmo Jack não gostando ds guarda ajudou muito.

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